A reavaliação histórica promovida pela France Football redefiniu o peso da carreira de Pelé no cenário mundial. Criada em 1956, a Bola de Ouro inicialmente premiava apenas jogadores que atuavam no futebol europeu, deixando de fora atletas de destaque em outras regiões.
Em 2015, durante a edição especial de 60 anos da revista, a organização revisou seus critérios e reconheceu, de forma retroativa, o desempenho global dos jogadores. Nesse processo, Pelé recebeu sete Bolas de Ouro, aproximando-se de Lionel Messi, líder do ranking com oito conquistas.
A correção considerou temporadas em que Pelé teve desempenho excepcional pelo Santos e pelo New York Cosmos, mesmo sem jogar na Europa. Foram reconhecidos os anos de 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1964 e 1970, períodos marcados por títulos, gols decisivos e protagonismo absoluto no futebol mundial.

Ranking histórico da Bola de Ouro
Após a atualização, Pelé passou a ocupar o segundo lugar no ranking geral, atrás apenas de Messi, que possui oito Bolas de Ouro distribuídas entre 2009 e 2023. Em seguida aparece Cristiano Ronaldo, com cinco troféus, seguido por Johan Cruyff, Michel Platini e Marco van Basten, cada um com três conquistas.
Nomes como Ronaldo Fenômeno, Beckenbauer e Di Stéfano aparecem com duas premiações cada, completando as primeiras posições da lista. Mesmo com o reconhecimento retroativo, a comparação entre Pelé e Messi segue gerando debates.
A declaração de Messi, ao afirmar que considera Diego Maradona o maior jogador da história, reacendeu as discussões entre torcedores e especialistas. O argentino destacou que, apesar de não ter visto Pelé jogar, isso “não faz falta” para sua avaliação, o que gerou reações divergentes entre brasileiros e admiradores do Rei do futebol.





