O cultivo do camarão marinho originou-se no sudoeste da Ásia, mas a capital nacional do crustáceo está localizada no litoral de Santa Catarina. Trata-se de Laguna, município com pouco mais de 42 mil habitantes e que tem a pesca como um dos pilares de sua economia. Além dos pontos destacados anteriormente, há uma outra curiosidade que vem despertando a atenção dos visitantes.
A cidade destoa das demais por abrigar um fenômeno raro e fascinante: a pesca artesanal realizada em parceria com botos. Essa interação entre animais e humanos torna a captura ainda mais prestigiada, especialmente por gerar questionamentos entre pesquisadores. Naturalmente, esse processo deveria ocorrer somente com o uso de materiais apropriados, assim como redes e embarcações.

Mostrando-se diferenciada dos demais municípios, Laguna apresenta os botos, que ajudam os pescadores a capturar peixes, especialmente durante a safra da tainha. Esses animais conduzem os cardumes em direção às regiões rasas, próximas da margem, facilitando o trabalho dos homens, que aguardam o momento exato para lançar a tarrafa.
Os pescadores costumam identificar o momento de agir por meio de um movimento característico do animal, como um mergulho mais brusco. Na prática, essa colaboração entre ambas as espécies é benéfica para todos os lados. Isso porque, enquanto os trabalhadores aumentam as chances de sacramentar a captura, os botos aproveitam a movimentação para se alimentar dos peixes que escapam das redes.
Atrações para além do camarão
Ainda que a atuação dos botos chame a atenção, o município tem outros motivos para ser relembrado pelos visitantes. Consolidada como uma das cidades mais antigas e históricas de Santa Catarina, abriga praias, lagoas e dunas, além de ser um ponto importante da Guerra dos Farrapos. O cenário litorâneo também colabora para que surfistas se tornem comuns nas regiões.





