Apelidada de “Capital do Carvão” devido à rocha sedimentar ter sido o principal motor de seu desenvolvimento econômico, social e urbano no século XX, Criciúma, em Santa Catarina, ganhará um novo projeto. A prefeitura apresentou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) o esboço da construção de um viaduto, com investimento previsto em R$ 260 milhões.
No início de abril, cinco vagões do Pinheirinho foram tombados no bairro Renascer, fator crucial para colocar em prática o plano audacioso. De acordo com o prefeito Vaguinho Espíndola (PSD), o planejamento é que os trilhos sejam elevados a partir do pátio de manobras, atingindo 7 metros de altura na transposição com a Centenário. Por outro lado, embaixo da estrutura erguida, será construída uma avenida.
Confira o vídeo:
Para uma melhor compreensão, o Poder Executivo municipal assinou um termo de cooperação técnica com o DNIT. No vídeo detalhando o projeto, é possível verificar que, debaixo dos trilhos, surgirá “uma nova cidade”, com reurbanização completa da área que atualmente é ocupada por cerca de 300 residências construídas às margens da ferrovia.
“Essa obra, além de trazer todo um fluxo de mobilidade para a nossa cidade, vai também trazer uma questão voltada à segurança, haja vista que nós temos, só nessa região do bairro Pinheirinho, quase 300 casas que estão edificadas às margens do trilho. E é necessário fazer toda essa nova reurbanização da nossa cidade”, afirma o prefeito.
Implicações sobre o projeto
O principal ponto levantado diz respeito à necessidade de elaborar um plano para realocar os moradores da região, já que a cidade de Criciúma cresceu ao redor dos trilhos. A título de curiosidade, comércio, escolas e hospitais operam normalmente, mesmo com a linha férrea cortando o perímetro urbano de Criciúma no nível do solo, com passagens de nível que interrompem o trânsito, geram acidentes e dividem bairros inteiros.
Dessa forma, o planejamento da prefeitura evidencia a elevação de sete metros, transformando a ferrovia em uma estrutura aérea semelhante a um viaduto ferroviário contínuo. Em outras palavras, os trens passarão por cima, e embaixo o espaço será liberado para reurbanização, priorizando ruas, calçadas, iluminação, áreas verdes e integração entre bairros que atualmente são separados pela linha.
“Eu conheço os caminhos. Temos possibilidade de buscar recursos do OGU (Orçamento Geral da União). Nós temos um governo do Estado que também é parceiro nessas questões todas. O projeto já está no forno e, com ele pronto, eu vou para Brasília, nos órgãos financiadores. Eu vou para onde quer que seja, mas nós vamos fazer esse projeto sair do papel”, prometeu Espíndola.





