As tensões pelo mundo continuam mesmo na reta final do ano, após o dia de Natal. Na quinta-feira (25), o Governo da China aplicou severas punições a um seleto grupo dos EUA. As sanções envolvem bloqueio dos ativos no país asiático e proibição de entrada, que se estende para Hong Kong e Macau.
A decisão da China, divulgada no site do Ministério das Relações Exteriores ainda impede a negociação de empresas chinesas com as do EUA. A justificativa está na venda de armas por parte do Governo do país norte-americano para Taiwan. A negociação girou em torno de US$ 11 bilhões por um pacote de serviços militares e equipamentos.
A China não gostou do movimento dos EUA, pois considera que Taiwan é integrante do próprio território. Ou seja, não reconhece a independência e exige consentimento nessas transações. O Governo classificou como uma “grande violação” e que a retaliação é permitida pela lei chinesa.
“A questão de Taiwan está no cerne dos interesses fundamentais da China e constitui a primeira linha vermelha que não deve ser cruzada nas relações China-EUA. Qualquer pessoa que tente cruzar essa linha e provocar atos relacionados à questão de Taiwan enfrentará uma resposta firme da China. Qualquer empresa ou indivíduo que se envolva na venda de armas para Taiwan pagará o preço por esse delito”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
A punição foi aplicada a 20 empresas militares dos EUA e dez executivos. Por enquanto, não houve uma manifestação do presidente Donald Trump sobre o tema. A tendência, porém, é de que Governo do país norte-americano se posicione em breve para lutar pelas empresas e pelos executivos. A China não estipulou um prazo para extinguir as restrições.





