O clima entre as duas maiores potências econômicas do planeta voltou a chamar atenção no cenário internacional após novos sinais de tensão no comércio global. Autoridades da China reagiram nesta segunda-feira (16) às medidas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobraram mudanças por parte do país norte-americano, defendendo que as decisões recentes precisam ser revistas para evitar novos atritos.
Representantes de alto nível dos dois governos se reuniram em Paris, a capital da França, durante o fim de semana com o objetivo de tentar diminuir as divergências que voltaram a marcar a relação econômica entre os países. A disputa comercial se intensificou ao longo de 2025, o que provocou efeitos em mercados internacionais e aumentou a preocupação de analistas sobre possíveis impactos na economia.
Depois de meses de tensão, as duas potências haviam concordado com uma espécie de trégua em outubro do ano passado, o que abriu espaço para novas conversas diplomáticas. Agora, o novo ciclo de negociações busca manter esse canal aberto e, ao mesmo tempo, criar condições políticas para uma eventual visita de Donald Trump ao território chinês nas próximas semanas.
Relação entre China e EUA volta a ficar abalada
O Ministério do Comércio chinês também criticou a abertura de novas investigações comerciais por parte dos Estados Unidos. As apurações, que atingem a China e outros países, buscam verificar possíveis falhas no combate ao trabalho forçado. O Ministério das Relações Exteriores da China descreve essas investigações como “um ato completamente unilateral, arbitrário e discriminatório, constituindo um exemplo típico de protecionismo”.
“O lado chinês já protestou junto ao lado americano. Instamos o lado americano a corrigir imediatamente suas ações errôneas, a dar um passo em direção à China, a observar os princípios do respeito mútuo e das consultas em pé de igualdade e a resolver as disputas por meio do diálogo e da negociação “, afirmou.





