O Governo da China iniciou a construção da maior usina hidrelétrica do mundo. O empreendimento está sendo feito no rio Yarlung Zangbo, no Tibete, e deve ter um investimento geral de 170 bilhões de dólares (cerca de R$ 912 bilhões na cotação atual).
A hidrelétrica chinesa terá uma capacidade estimada de 60 mil megawatts quando estiver pronta. A efeito de comparação, essa quantia é cerca de quatro vezes maior do que Itaipu, hidrelétrica construída no Rio Paraná que fica na fronteira entre Brasil e Paraguai, considerada uma referência mundial na geração de energia.
A expectativa é de que a hidrelétrica da China também supere a de Itaipu no que diz respeito à produção anual de eletrecidade. Enquanto a Binacional costuma gerar entre 70 e 80 bilhões de kWh por ano, a nova instalação asiática pode alcançar algo em torno de 300 bilhões de kWh anuais.
Nova hidrelétrica da China promete deixar Itaipu para trás
Esse volume é grande o suficiente para abastecer dezenas de cidades ao mesmo, inclusive as metrópoles chinesas. O projeto tem sido tratado como o maior do mundo em potência instalada e em energia produzida. O Governo da China entende que a nova hidrelétrica é importante estrategicamente para garantir a segurança energética do país e reduzir a dependência de fontes poluentes.
Por outro lado, a polêmica fica por conta do fato do rio Yarlung Zangbo seguir em direção a países vizinhos, como Índia e Bangladesh, o que tem levantado debates sobre os possíveis impactos ambientais e geopolíticos na região, que já possui um histórico de conflitos. Pelo lado chinês, o projeto reforça como o país é visto como o líder mundial em grandes obras.





