A China trabalha no desenvolvimento de uma nova tecnologia que promete deixar os bombardeios 60% mais rápidos. O sistema será voltado para suas aeronaves, como o H-20, que poderão atingir velocidades supersônicas, se tornando superiores aos modelos equivalentes dos Estados Unidos, como o B-2 e o B-21.
O B-2 Spirit, por exemplo, tem 21 metros de comprimento e uma envergadura de 52,4 metros, mais do que o dobro da largura. A aeronave decola com um peso de até 170 toneladas. Por conta do seu tamnho, oferece um bombardeiro estratégico com seção transversal de radar inferior a 0,1 m². Em comparação, um Boeing 737, com envergadura de cerca de 35 metros e peso de decolagem de 90 toneladas, tem uma seção transversal de radar de cerca de 11 m², o que é 110 vezes maior.

Agora, a China afirma ter encontrado uma solução para as fraquezas típicas das grandes asas, que diminuem a velocidade da aeronave e as limitam às subsônicas. Em velocidades muito altas, essas asas podem sofrer um fenômeno chamado de vibração acoplada rígido-elástica, que causa um efeito de aeroelasticidade.
China desenvolve nova tecnologia que revoluciona o mundo militar
Para evitar essa vibrações, existe um limite de velocidade da aeronave, mas os pesquisadores da Universidade de Nanjing e do Instituto de Tecnologia de Pequim acreditam ter encontrado uma solução. O estudo garante que a velocidade segura para as asas pode aumentar em 62,5%, o que representaria um recorde mundial na categoria.
O sistema ativo de supressão de vibração está sendo desenvolvido. A tecnologia não requer componentes adicionais e utiliza os sensores já existentes na aeronave, com direito a análise em tempo real de quando a vibração é iminente. Dessa forma, pequenos ajustes na direção da aeronave modificam o fluxo de ar nas asas e interrompem a vibração, permitindo que a velocidade não seja limitada no voo.





