A disputa tecnológica no espaço acaba de ganhar um novo capítulo. A China anunciou um avanço na comunicação a laser entre satélites e estações na Terra, alcançando velocidades que superam as registradas por concorrentes. O feito coloca o país asiático à frente de projetos como a rede de internet espacial da Starlink, empresa fundada pelo empresário bilionário Elon Musk.
Segundo informações divulgadas pelo jornal South China Morning Post, pesquisadores chineses conseguiram atingir uma taxa de transmissão de dados de 100 gigabits por segundo em comunicação óptica entre satélite e solo. O desempenho representa um salto tecnológico expressivo, sendo cerca de dez vezes mais rápido do que o recorde anterior obtido pelo próprio país nesse tipo de tecnologia.
O projeto foi liderado pela empresa Chang Guang Satellite Technology, responsável também pela constelação Jilin-1. Essa rede é considerada atualmente a maior constelação comercial de satélites de sensoriamento remoto submétrico do mundo.
China larga na frente em projeto espacial
“A Starlink de Musk revelou seu sistema de comunicação intersatélite a laser, mas ainda não implantou a comunicação satélite-solo a laser. Achamos que eles podem ter a tecnologia, mas já iniciamos a implantação em larga escala”, disse Wang Hanghang, chefe de tecnologia da Chang Guang Satellite. De acordo com executivos da empresa chinesa, o plano agora é expandir rapidamente essa infraestrutura.
A meta é instalar os sistemas de comunicação a laser em todos os satélites da constelação Jilin-1 e ampliar a rede para cerca de 300 unidades até 2027. Caso o cronograma seja cumprido, a iniciativa poderá fortalecer ainda mais a posição da China na corrida global por tecnologias espaciais e de transmissão de dados em altíssima velocidade.





