A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, decidiu manter a proibição de bicicletas na faixa de areia das praias após o veto do prefeito a um projeto que permitiria o estacionamento desses veículos no local. A medida reforça regras já existentes no município e busca preservar a segurança, a organização e a circulação de pessoas em uma das orlas mais movimentadas do país.
O projeto, aprovado anteriormente pela Câmara Municipal, tinha como objetivo facilitar a rotina de ciclistas, especialmente daqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte até a praia. A proposta previa a liberação do estacionamento na areia, mas acabou barrada por não apresentar critérios claros de organização, delimitação de espaços e fiscalização, o que poderia gerar conflitos no uso da área.

De acordo com a prefeitura, a presença de bicicletas na faixa de areia poderia criar obstáculos físicos, dificultando a circulação de banhistas, ambulantes e equipes de emergência. Em períodos de maior movimento, como feriados e alta temporada, o risco seria ainda maior, com o aumento de riscos de acidentes e prejuízos à mobilidade ao longo da orla, como alegou o prefeito Rogério Santos (Republicanos).
Cidade de Santos proíbe bicicletas na areia da praia
Outro ponto destacado pelas autoridades é a questão da segurança e da conservação do espaço público. A liberação poderia favorecer desorganização, dificultar a fiscalização e até abrir brechas para práticas irregulares. Além disso, há preocupação com impactos na limpeza urbana e na preservação da faixa de areia, que exige cuidados constantes.
Com o veto mantido, ciclistas continuam proibidos de estacionar bicicletas na areia e devem utilizar bicicletários e áreas apropriadas próximas à praia, o que causou polêmica entre os praticantes. Apesar disso, o tema ainda deve gerar novos debates, já que existe interesse em encontrar soluções que conciliem mobilidade sustentável com segurança e organização no espaço público.





