Um dos locais mais visitados da Europa, Barcelona, na Espanha, vai aumentar a taxa cobrada de passageiros de cruzeiros que permanecem poucas horas na cidade, em uma nova tentativa de reduzir os impactos do turismo em massa. A medida afeta principalmente viajantes em escalas rápidas, que utilizam a infraestrutura urbana sem pernoitar no destino.
Segundo o prefeito Jaume Collboni, a cobrança para passageiros de cruzeiros poderá subir dos atuais 4 euros para 8 euros por pessoa e por dia nos próximos meses. Na cotação atual, o valor chega a R$ 47. O aumento estava previsto para ocorrer gradualmente, mas a administração municipal decidiu antecipar a mudança.

A prefeitura argumenta que turistas que passam menos de 12 horas na cidade geram pressão sobre os espaços públicos, transporte e áreas centrais sem retorno proporcional para a economia local. O objetivo é incentivar um modelo de turismo considerado mais sustentável e reduzir a superlotação em períodos de alta circulação. Além da alta na taxa, Barcelona também vem adotando medidas para limitar o fluxo de visitantes.
Grande cidade da Espanha adota medida polêmica sobre turismo
Entre elas estão planos para reduzir o número de terminais de cruzeiros no porto e restrições ligadas ao aluguel turístico de curta duração. As ações fazem parte de uma estratégia para enfrentar reclamações de moradores sobre moradia cara e excesso de turistas. O debate sobre turismo excessivo ganhou força na Espanha nos últimos anos, especialmente em destinos muito procurados.
Barcelona aparece entre as cidades europeias que ampliaram restrições e impostos turísticos para tentar equilibrar atividade econômica, qualidade de vida dos moradores e preservação da infraestrutura urbana. “O turismo deve estar à serviço da cidade e não o contrário. Queremos um turismo de qualidade. O que não queremos é a massificação turística e, por isso, eliminaremos os apartamentos turísticos em 2028”, disse o prefeito.

