Florianópolis, capital de Santa Catarina, aparece no topo de um levantamento recente ao registrar o maior número de moradores vivendo sozinhos entre as capitais brasileiras. O dado, divulgado pelo IBGE, aponta para quase 80 mil pessoas nessa condição. A estatística revela mudanças no comportamento urbano e nos arranjos familiares.
Esse cenário, porém, convive com uma realidade distinta nas ruas da cidade. Em diferentes bairros, cresce a presença de animais abandonados, especialmente gatos. O contraste entre lares solitários e a superpopulação felina tem chamado a atenção de moradores e autoridades locais.
Crescimento de gatos preocupa moradores
Na região sul da Praia dos Ingleses, o aumento de gatos se tornou motivo de preocupação. Estima-se que mais de 50 animais vivam próximos aos ranchos de pesca e a pontos turísticos da área. A concentração tem gerado incômodo, mesmo com relatos de comportamento dócil.
Moradores relatam que a população cresce de forma contínua, principalmente pela reprodução frequente. Filhotes surgem em intervalos curtos, dificultando qualquer tentativa de controle espontâneo. A ausência de ações rápidas contribui para o agravamento da situação.
Alguns residentes tentam amenizar o problema oferecendo alimento e cuidados básicos. No entanto, a iniciativa individual não tem sido suficiente para conter o avanço. Há também relatos de pedidos de ajuda a órgãos responsáveis que não tiveram retorno imediato.

Origem dos animais divide opiniões
Não existe consenso sobre como a população de gatos se formou na região. Parte dos moradores acredita que houve abandono sistemático ao longo do tempo. Outros defendem que os animais pertencem a pescadores locais e acabaram se reproduzindo sem controle.
Há divergências também sobre quando o problema se intensificou. Alguns apontam um aumento mais evidente a partir de 2025. Já protetores afirmam que os gatos sempre estiveram presentes, mas a reprodução constante levou ao cenário atual.
A Diretoria de Bem-Estar Animal de Florianópolis informou que acompanha a situação. O órgão estuda estratégias para reduzir a população de forma ética e controlada. Entre as ações previstas está a aplicação do método de captura, castração e devolução.





