Embora o Nordeste brasileiro abrigue mais de 1,7 mil municípios, uma cidade em especial tem chamado a atenção dos viajantes nos últimos tempos, especialmente por ser conhecida como a “Capital Nacional do Semiárido”. Localizada no Rio Grande do Norte, Mossoró é privilegiada por atravessar fronteiras estaduais, facilitando o fluxo de pessoas entre Natal e Fortaleza.
Para aqueles que buscam entrar em contato com a verdadeira história do Brasil, Mossoró apresenta um apelo racial enorme em sua formação. Símbolo de resistência, o município aboliu a escravidão cinco anos antes da Lei Áurea ser assinada, ou seja, em 1883. Como resultado da luta travada, a cidade projetou aos moradores o sentimento de pertencimento e liberdade.

Seguindo a mesma lógica histórica, a região se orgulha de ter enfrentado o bando de Lampião, célebre cangaceiro do Nordeste brasileiro. Para remontar o percurso nostálgico que culminou no entroncamento entre os povos, o ato de coragem dos habitantes da época pode ser celebrado no Corredor Cultural, principal polo de preservação histórica e manifestações artísticas do município.
Conforme levantamento efetuado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população local é composta por mais de 278 mil habitantes. Aqueles que desejam desembarcar na região, o trajeto mergulha na memória da cidade e na arte que reside nos moradores. Como roteiro, é indicado visitar o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, Thermas de Mossoró, Memorial da Resistência e Salinas de Mossoró.
Sinal de alerta antes de fazer as malas
Assim como toda a viagem programada exige, é necessário se atentar a alguns pontos antes de rumar em direção a Mossoró. Entre dezembro e março, a cidade apresenta média térmica entre 24°C a 36°C, com o sol forte e temperaturas que frequentemente superam os 35°C. Por outro lado, entre março e junho, o período das chuvas mais concentradas aparece, deixando a caatinga florida.
Segundo o Climatempo, o inverno presente entre junho e agosto colabora para que os ventos fiquem mais intensos. No entanto, mesmo com a chuva, é possível aproveitar o “Mossoró Cidade Junina”, festividade amplamente conceituada na região. Por fim, entre setembro e novembro, a seca extrema surge como um empecilho, principalmente por exigir atenção redobrada com a proteção solar.





