Embora o Brasil seja um país tropical, algumas regiões chamam a atenção dos visitantes devido à predominância do clima frio. Especialmente no inverno, alguns municípios ganham prestígio com investimentos em função de eventos, fator que projeta a cidade de Gramado como um dos destinos mais assertivos. Para expandir o turismo, uma nova medida tem sido discutida a fim de expandir o turismo local.
Em sessão realizada na última segunda-feira (4), um projeto que propõe a criação da nova centralidade de Gramado, também denominado Projeto Urbanístico Relevante (PUR) Nova Centralidade, foi à votação na Câmara de Vereadores. Diante da complexidade da medida, contemplando o desenvolvimento de uma área de 900 hectares, os parlamentares aprovaram o texto.

Na prática, a iniciativa aprovada prevê o planejamento e a estruturação de uma nova área de desenvolvimento urbano na cidade da Serra gaúcha, especificamente no bairro Mato Queimado. Aumentando o prestígio da medida, haverá ainda uma conexão facilitada ao Centro e aos municípios vizinhos, como Canela e Nova Petrópolis.
“Entre as diretrizes do projeto, estão a preservação de áreas ambientais, a criação de parques, praças, corredores ecológicos e ciclovias, além da integração entre urbanização e natureza. Também estão previstas soluções para mobilidade urbana, como transporte público estruturado, incentivo à mobilidade ativa e a implantação de um terminal intermodal, com possibilidade de integração entre diferentes modais”, explicou a secretária de Meio Ambiente, Cristiane Bandeira.
O que motivou o lançamento da proposta?
Além do caráter atrativo, o projeto de autoria do Executivo municipal tem uma visão ampla sobre a necessidade de oferecer um ambiente mais aconchegante aos habitantes. A medida passou a ser pautada após a própria população destacar o crescimento acelerado da cidade, os congestionamentos frequentes, o déficit habitacional e a pressão sobre a infraestrutura urbana.
De acordo com o texto, a prioridade é colocar em operação um modelo de expansão planejada, com foco na sustentabilidade, na inclusão social e na qualidade de vida. No rol de melhorias, é possível citar a descentralização de serviços e moradias, a redução da pressão sobre a área central, a criação de novas oportunidades habitacionais e o fortalecimento de um novo polo econômico e turístico.
“O planejamento da nova centralidade está estruturado em cinco pilares: sustentabilidade ambiental, mobilidade e conectividade, desenvolvimento econômico e atratividade, equidade e qualidade de vida, e gestão inteligente e participativa”, ressaltou o secretário de planejamento, Rafael Bazzan, que aguarda o projeto seguir para votação em plenário.





