A cidade de Santarém, no Pará, reconhecida por suas praias fluviais, enfrenta um sério desafio em saneamento básico. De acordo com o Ranking do Saneamento 2025, divulgado recentemente pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados, Santarém possui o pior índice de saneamento entre os 100 maiores municípios do Brasil. O estudo, que utiliza dados de 2023, revela que apenas 48,49% dos moradores têm acesso à água potável e somente 3,77% têm coleta de esgoto.
A avaliação do saneamento em Santarém reflete uma tendência preocupante na Amazônia Legal. Outras cidades da região, como Porto Velho e Macapá, também apresentam baixos índices de cobertura, destacando disparidades regionais críticas. O levantamento revela que da lista das 20 cidades com os piores resultados, nove estão localizadas na Amazônia Legal.
Atraso no Saneamento na Amazônia Legal
A situação das cidades na Amazônia Legal ilustra claramente a desigualdade no saneamento básico. A falta de infraestrutura adequada continua a impactar negativamente a qualidade de vida da população e retardar o desenvolvimento socioeconômico local. O estudo revelou que 44,8% da população brasileira ainda carece de coleta de esgoto, enquanto 16,9% estão sem acesso adequado à água potável.
Investir substancialmente em saneamento básico é crucial para diminuir essas disparidades. Estudos mostram que cidades com melhor desempenho no saneamento investem quase três vezes mais por habitante em comparação às que têm os piores índices. Este dado evidencia a importância das políticas públicas eficazes e o compromisso dos governos em reverter o déficit de saneamento básico no Brasil.
Desigualdade Regional e Investimentos
Em contraste com a realidade na Amazônia, cidades como Campinas, em São Paulo, figuram entre os melhores desempenhos nacionais em saneamento. Esses municípios se destacam pela eficiência no abastecimento e pelos investimentos sólidos.
Enquanto isso, regiões do Norte e Nordeste enfrentam desafios significativos devido a investimentos inadequados. O Novo Marco Legal do Saneamento visa universalizar os serviços de água e esgoto até 2033.





