Na cidade de Buenos Aires, um dos destinos preferidos dos brasileiros, o centro comercial Portal Palermo deixará de existir após quase três décadas de funcionamento. O espaço, administrado pela empresa chilena Cencosud, será entregue ao empresário Eduardo Costantini em até dez meses, após uma negociação que atingiu o valor de US$127 milhões.
Localizado na interseção das avenidas Intendente Bullrich e Cerviño, o shopping encerrará suas atividades em dezembro de 2026, marcando o fim de um ícone comercial da zona norte da capital argentina.
Um novo polo inspirado em Miami
Após o fechamento, Costantini planeja investir mais de US$350 milhões na construção de um centro urbano inspirado no Design District de Miami. O projeto contará com escritórios, lojas, residências, áreas verdes, esculturas e programação cultural aberta ao público. O plano inclui vários blocos de até sete andares, com unidades residenciais de tamanhos variados e um setor corporativo.
As obras devem começar em um ano e têm conclusão prevista para 2030. Um dos destaques será a restauração do histórico Pabellón del Centenario, declarado Monumento Histórico Nacional.
O legado do Portal Palermo
Inaugurado em 1996, o Portal Palermo tornou-se referência em consumo e entretenimento. O shopping abrigou marcas reconhecidas e integrou o hipermercado Jumbo e a loja Easy, diferenciando-se por reunir moda, alimentação e serviços em um só espaço.
Ao longo de quase 30 anos, o local consolidou-se como ponto de encontro para moradores e turistas, sendo parte importante da rotina dos portenhos.
Continuidade da Cencosud na região
Apesar da venda, Cencosud continuará presente em Palermo. A empresa firmou acordo com a Consultatio, de Costantini, para manter uma loja modernizada, com destaque para inovações tecnológicas.
O grupo reafirmou sua confiança na economia argentina e ressaltou sua presença de mais de 40 anos no país, com investimentos em supermercados, centros comerciais e lojas de melhoramento do lar.
Preservação do Pabellón del Centenario
O Pabellón del Centenario, construído em 1910 durante o governo de José Figueroa Alcorta, será restaurado, mas não integra a área vendida. Sob responsabilidade do Exército Argentino, o prédio será transformado em um centro de exposições voltado à identidade institucional militar, preservando sua relevância histórica e cultural.




