Em 2017, o Brasil apareceu no topo do ranking da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação a casos de ansiedade. À época, a entidade totalizou cerca de 18,6 milhões de pessoas com o quadro. Quase sete anos depois, a Covitel atualizou os números e aumentou o alerta para a população brasileiro.
Segundo os dados divulgados em 2024, um pouco mais de 26% dos brasileiros sofrem de ansiedade. A porcentagem representa 56 milhões de pessoas que vivem no território nacional. Ou seja, não dá para ignorar o cenário de preocupação à saúde pública e ficar parado. É preciso encontrar formas de combater.
Pensando nisso, pesquisadores da Universidade da Califórnia (UC Davis) lançou um estudo com mais de 700 pessoas. Cerca de metade tinha transtorno de ansiedade e o restante não. O trabalho se deu com o objetivo de entender o impacto do nutriente colina nos casos.
O resultado mostrou que existe sim uma ligação. As pessoas com níveis mais baixos de colina têm complicações em funções cerebrais relevantes para o desenvolvimento de um quadro de ansiedade. Assim, aumenta o número de casos com base na falta do nutriente dentro do corpo humano. A pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry (Nature).
Colina é um nutriente encontrado em ovos, carnes e sementes. A ingestão diária recomendada pelos cientistas da UC Davis é na casa dos 550mg para os homens adultos e 425 mg às mulheres adultas. Fora ovos, carnes e sementes, há colina em peixes, iogurte, batata e vegetais como brócolis e couve-flor.
Apesar de algumas relações, os pesquisadores entendem que não há uma evidência concreta. Por isso, é importante que a suplementação de colina ocorra somente exclusivamente sob orientação médica. A colina auxilia na produção da acetilcolina, neurotransmissor que regula memória, humor, entre outras funções do sistema nervoso.





