Ao longo dos anos, é comum que pessoas se deparem com o descenso natural das funções físicas e cognitivas. Diante das consequências do envelhecimento, os idosos necessitam de uma atenção redobrada, especialmente no tocante à alimentação. Conforme pesquisas encabeçadas por especialistas em nutrição, esse grupo precisa aumentar o consumo diário de proteína a partir dos 60 anos.
Na prática, manter uma dieta equilibrada ajuda a potencializar a força muscular, melhorar a cognição e assegurar energia para o dia a dia. Já as proteínas são indispensáveis para a construção e reparação de tecidos, produção de enzimas e hormônios, fortalecimento do sistema imunológico e transporte de substâncias como oxigênio.

De acordo com os nutricionistas, o envelhecimento está interligado ao processo chamado sarcopenia, que consiste na redução gradual da massa e da força muscular. Com o objetivo de fazer com que os idosos não sofram dores por conta dos impactos da mobilidade, é recomendado que consumam entre 1,2 e 1,6 gramas de proteína por quilo de peso corporal por dia.
Curiosamente, essa quantidade supera a indicada (entre 0,8 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal) para adultos. Isso significa que uma pessoa com 68 quilos precisa consumir algo em torno de 55 a 110 gramas de proteína diariamente. Por outro lado, os idosos devem ingerir mais para compensar a redução da capacidade do organismo de absorver e utilizar esses macronutrientes.
De modo geral, devido à mecânica, as atividades físicas, quando realizadas com certa frequência, causam microlesões nas fibras musculares. Nesse cenário, a proteína fornece os aminoácidos necessários para reparar, reconstruir e fortalecer essas fibras, permitindo que os músculos cresçam (hipertrofia) e fiquem mais resistentes. O indicado é entre 1,4 e 2 gramas por quilo de peso corporal.
Quais alimentos os idosos podem consumir pensando em riqueza de proteína?
A fim de evitar problemas maiores ao longo do processo de envelhecimento, pessoas acima de 60 anos podem introduzir uma dieta balanceada, mas com a presença massiva de proteínas. Diante dessas questões, é recomendado consumir ovos, peixes, carnes, leite e derivados, soja, quinoa e sementes de cânhamo. Em suma, esses alimentos fornecem aminoácidos essenciais que o corpo não consegue produzir sozinho.
Segundo os especialistas, a falta de proteína no metabolismo tende a dar sinais, tanto em idosos quanto em pessoas mais novas. Entre os sintomas estão a fome frequente mesmo após as refeições, enfraquecimento ósseo e alterações na aparência da pele, cabelos e unhas. No mais, é válido destacar que a quantidade ideal é variável, uma vez que depende da idade, nível de sedentarismo e condições de saúde.




