Um grande clube brasileiro fez um levantamento que mostra a estimativa de pagamento extra de R$ 746 milhões em impostos nos próximos oito anos. Graças a decisões do Governo Federal no que diz respeito à nova reforma tributária, o Flamengo entende que será necessário fazer um grande corte de custos, para evitar a necessidade de se tornar SAF no futuro.
Os clubes associativos e as SAFs do futebol brasileiro viram o Ministério da Fazenda vetar artigos da reforma tributária o lhes favoreciam, com direito a reduções das cargas tributárias. Com essa nova medida que pode entrar em vigor, as entidades sem fins lucrativos passaram a ter carga fiscal superior em 11%, sendo que as empresas possuem 6%, como alegam os advogados tributaristas.

Ainda existe a chance da norma não ser aprovada na Câmara Federal. Nos bastidores, Flamengo e Corinthians se uniram e trabalham em conjunto pela mudança dna lei, enquanto outros clubes ainda não se posicionaram sobre o assunto. O Governo Federal defende que é o veto à certas partes da reforma tributário se deu por ir contra o interesse público.
Clube brasileiro quer cortar os gastos após mudanças na lei
O Flamengo já contratou um escriório de advocacia, segundo informações do portal UOL Esporte, para calcular o quanto essa medida pode impactar no clube. De acordo com o estudo, os impostos extras começam em R$ 19 milhões, em 2026, e chegarão a R$ 214 milhões, em 2033. Ou seja, em oito anos, serão R$ 746 milhões. Em entrevista à TV Fla, o presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o Bap, se posicionou.
“Investimos R$ 70 milhões (em esporte olímpico). Não arrecada mais do que R$ 24/25 milhões por ano. Quando o jogador de futebol volta suas atividades, Flamengo já deve R$ 46 milhões no ano. Temos que buscar esse dinheiro. Não vai botar R$ 700 milhões nos próximos sete anos para aprofundar esse investimento porque vai afetar o futebol rubro-negro”, explicou sobre a retirada do esporte olímpico, que vinha causando prejuízo ao clube.





