A alta global do preço do petróleo começou a gerar impactos diretos no setor aéreo da Argentina. Diante do aumento no custo do combustível de aviação, a Aerolíneas Argentinas anunciou a aplicação de uma sobretaxa temporária em suas passagens. A medida foi adotada para compensar parte da elevação nos gastos operacionais causada pela instabilidade internacional ligada aos conflitos no Oriente Médio.
Considerada a principal companhia aérea do país, a Aerolíneas Argentinas transporta mais de 13 milhões de passageiros por ano em rotas domésticas e regionais. A empresa, que voltou a ser estatal após um processo de reestatização iniciado em 2008, opera uma frota composta por aeronaves Airbus e Boeing e mantém presença dominante em diversas rotas dentro do território argentino.

Segundo comunicado da companhia, a nova cobrança está diretamente ligada às oscilações recentes no valor do barril de petróleo, que afetam o preço do querosene de aviação: “Devido às recentes oscilações no preço do barril de petróleo e ao aumento do preço do combustível de aviação, a Aerolíneas Argentinas implementará temporariamente uma sobretaxa de combustível em seus voos”, informou a empresa.
Crise do petróleo impacta preço de voos
O valor adicional varia conforme o tipo de viagem. Nos voos domésticos, a sobretaxa será de aproximadamente 7.500 pesos argentinos (cerca de R$ 28,3 na cotação atual). Já nas rotas internacionais, o valor poderá variar entre 10 e 50 dólares (R$ 50 a R$ 263) por trecho, dependendo do destino. A empresa afirmou que a cobrança será mantida enquanto persistirem os efeitos da crise energética ligada ao cenário geopolítico.
De acordo com especialistas do setor, o combustível costuma representar entre 25% e 35% dos custos operacionais de uma companhia aérea. Por isso, variações no preço do petróleo têm impacto imediato nas tarifas. Após o anúncio da Aerolíneas Argentinas, outras empresas que atuam no país, como a Flybondi e a JetSmart, passaram a analisar a possibilidade de adotar medidas semelhantes.


