Nos últimos dias, a Nubank surpreendeu seus clientes ao encaminhar e-mail alertando sobre uma nova ação criminosa. O chamado “Golpe do Falso Advogado” corresponde à invasão de sistemas do Governo Federal e de Tribunais de Justiça de diversos estados. Como consequência da acesso a informações privilegiadas, usuários da instituição financeira podem perder até R$ 100 mil.
As investigações começaram há cerca de cinco meses, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos de Joinville, em Santa Catarina. Até meados de agosto, 11 pessoas foram presas na operação realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Por sua vez, 66 procedimentos judiciais entre mandados de busca e apreensão, de prisão e de bloqueio de conta foram feitos.

A fim de alertar seus usuários, o Nubank discorreu sobre os riscos do golpe. Em resumo, os criminosos se passam por advogados e enganam vítimas dizendo que há valores a receber em uma ação judicial, mas pedem cobrança adiantada para liberar o dinheiro. Nesse momento, utilizam informações das próprias vítimas e apresentam documentos falsificados para passar a sensação de veracidade.
Durante a conversa, o falso advogado solicita um pagamento antecipado para liberar o dinheiro. As cifras seriam uma espécie de “taxa de desbloqueio”, “emolumentos” ou “imposto IVA”. A questão é que quando recebem o valor desejado, desaparecem e deixam as vítimas no prejuízo, como alerta o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Joinville, Guilherme Aquino Reusing Pereira.
“Ao fazer esse contato, ele vem com o argumento de que há uma custa a ser paga para ser expedido um alvará judicial ou para que o processo tramite. E, nesse argumento, talvez na ingenuidade ou na ansiedade de querer o andamento processual de forma mais célere, o cliente acaba antecipando essas custas, que não são custas, mas um golpe”, explica.
Recomendações da Nubank
No alerta emitido pelo banco, são levantadas informações importantes para que o número de vítimas não aumente. De modo geral, a instituição financeira recomenda não realizar pagamentos adiantados via Pix ou depósitos quando receberem ligações de terceiros. O ponto importante diz respeito a não confiar na lábia, já que nenhum advogado realiza a ação no nome da Nubank.
Confira as três práticas para se proteger do golpe:
- Desconfiar da urgência no pedido de pagamento, pois se trata de uma tática para pressionar as vítimas e levar a decisões precipitadas.
- Não fazer pagamentos antecipados, porque advogados e escritórios sérios não realizam esse tipo de cobrança para liberar quantias de decisões judiciais.
- Verificar os contatos do advogado ou escritório no site da OAB, já que muitos criminosos usam nomes de profissionais reais, mas entram em contato por outros números.




