Enquanto o Nubank está em processo de transição para se tornar oficialmente um banco múltiplo no Brasil ainda na atual temporada, uma outra fintech decresceu financeiramente. Nesta quarta-feira (11), o Banco Central do Brasil (BCB) decretou a liquidação extrajudicial da Dank Sociedade de Crédito Direto, com sede em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.
De acordo com a autarquia, a decisão foi baseada no “grave comprometimento da situação econômico-financeira” e nas “graves violações às normas legais” que direcionam a atividade da instituição. O decreto junto ao banco foi formalizado no Ato nº 1.379, assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12).
Diante da decisão, a fintech foi removida do sistema financeiro, passando a ser submetida a um processo de liquidação extrajudicial. Para uma melhor compreensão, essa metodologia é colocada em prática pela autarquia quando entende que o banco não consegue mais reunir condições de continuar operando regularmente ou comete infrações graves às regras do setor.
Entenda o descenso da instituição financeira
Por meio de autorização do BC, a Dank Sociedade de Crédito Direto iniciou suas operações em 2022, integrando o segmento S5, ou seja, caracterizada por instituições financeiras de menor porte (inferior a 0,1% do PIB) ou que não apuram Patrimônio de Referência, com perfil de risco simplificado. Como resultado de sucessivos erros, a bomba estourou ao final do ano passado.
Em setembro de 2025, conforme os números do IFData, a concorrente da Nubank registrava um passivo total de cerca de R$ 45 milhões, patrimônio líquido de R$ 975 mil e lucro líquido negativo de R$ 1,355 milhão. Perante o declínio das operações, o Banco Central nomeou como liquidante da instituição a Faccio Administrações Ltda., cujo responsável técnico é Valdor Faccio.
Por sua vez, é válido destacar que a liquidação extrajudicial não equivale a uma falência judicial. Na prática, ela representa a intervenção mais drástica do regulador para encerrar as atividades da instituição e apurar seu passivo, ativos e a situação de credores e administradores. Nesse cenário, a autarquia não detalhou quais foram as violações identificadas no Dank.





