Golpes bancários envolvendo reconhecimento facial estão se tornando uma preocupação crescente no Brasil, com idosos como principais alvos. Desde 2024, casos têm sido relatados em várias cidades, revelando uma estratégia onde os criminosos abordam os mais velhos na rua com a solicitação de fotos.
Essas imagens, capturadas de maneira aparentemente inocente, são usadas para burlar sistemas de segurança facial, como ocorreu com Célia Moreno, aposentada de São Paulo, que descobriu um desconto mensal de R$ 600 em seu benefício após um golpe.
Os criminosos têm aproveitado a vulnerabilidade dos idosos para fraudes de reconhecimento facial, visando acessar aplicativos governamentais e financeiros. Através de imagens capturadas de maneira precisa — com a vítima de expressão neutra e sem acessórios — eles replicam as condições exigidas para a validação facial em sistemas de autenticação. Dessa forma, conseguem solicitar empréstimos fraudulentos, representando um impacto financeiro e emocional significativo para as vítimas.
A tática dos fraudadores e a tecnologia de segurança
Esses golpes utilizam da sofisticação dos sistemas de reconhecimento facial para enganar verificações até então consideradas seguras. Criminosos capturam imagens de qualidade, explorando aplicativos como o Gov.br e o Meu INSS. O reconhecimento facial, que analisa características faciais específicas, torna-se uma ferramenta manipulada para autorizar transações em nome das vítimas.
Os idosos, muitas vezes menos familiarizados com tecnologias digitais, são convencidos a colaborar, acreditando em promessas de benefícios fictícios. Fotografias de documentos pessoais, capturadas durante a abordagem, fornecem a autenticidade que os golpistas precisam para executar suas fraudes. O grau de sofisticação e conhecimento dos criminosos deixa pouca margem para defesa imediata das vítimas.
Como prevenir fraudes de reconhecimento facial
Diante desse cenário, é crucial adotar medidas preventivas. Recomenda-se que pessoas idosas ou seus acompanhantes:
- Mantenham acessórios como óculos e bonés durante qualquer interação suspeita.
- Evitem fornecer documentos pessoais para serem fotografados sem uma razão legítima e clara.
- Rejeitem pedidos de fotos em que precisem remover acessórios ou fazer expressões neutras.
Ficar atento a abordagens suspeitas é vital. Relatos de casos como o de Célia Moreno não são isolados e ilustram a importância da conscientização e das medidas preventivas.





