O governo da Argentina anunciou a eliminação gradual do imposto de exportação sobre veículos produzidos no país, medida que pode fortalecer a indústria automotiva local e aumentar a competitividade dos carros argentinos em mercados externos, incluindo o Brasil. Atualmente, a alíquota é de 4,5% e vai começar a ser reduzida a partir de julho de 2026, até chegar a zero ao longo de 12 meses.
A mudança faz parte do pacote econômico do governo do presidente Javier Milei, que busca diminuir tributos sobre setores estratégicos para estimular exportações e ampliar a atividade industrial. Além do segmento automotivo, áreas como petroquímica, química, borracha e maquinário também serão beneficiadas pela redução tributária.
Para as montadoras instaladas na Argentina, o imposto de exportação era apontado há anos como um obstáculo à competitividade internacional. A expectativa do setor é de que a retirada gradual da cobrança reduza custos das exportações e torne veículos argentinos mais atrativos em outros países. Estimativas citadas por veículos especializados indicam impacto potencial próximo de 2% no custo final exportado.
Governo da Argentina toma decisão que beneficia aos brasileiros
O Brasil pode sentir efeitos indiretos da medida porque a Argentina continua entre os principais fornecedores de automóveis para o mercado nacional. Modelos produzidos no país vizinho por fabricantes como Toyota, Volkswagen, Ford e Renault chegam ao consumidor brasileiro. Apesar disso, especialistas avaliam que uma eventual redução de preço vai depender também de câmbio, logística, impostos internos brasileiros e estratégias comerciais das montadoras.
Mesmo com a possível vantagem para veículos argentinos, a concorrência com montadoras chinesas permanece sendo um desafio relevante no atual cenário. Dados recentes mostram avanço acelerado dos carros chineses no Brasil, alterando o equilíbrio tradicional do mercado automotivo da região e pressionando fabricantes sul-americanos por maior competitividade.