Após anos como protagonista em casas e apartamentos, o piso laminado começa a perder espaço para uma nova estética que ganha força na Europa e deve influenciar projetos no Brasil a partir deste ano de 2026. A mudança reflete a busca por ambientes mais sofisticados, com acabamento contínuo, texturas naturais e menos interferências visuais.
Arquitetos e designers têm apostado no chamado padrão em espinha de peixe e, principalmente, em revestimentos minerais como microcimento, porcelanato de grande formato e pedras naturais. A proposta é abandonar a ideia de imitação da madeira, como era visto na tendência antiga, e investir em superfícies com identidade própria, capazes de transformar o ambiente sem recorrer a elementos decorativos excessivos.
Em países como Itália e Espanha, por exemplo, o microcimento se consolidou em projetos residenciais de alto padrão. Aplicado sem rejuntes aparentes, o material cria a sensação de amplitude e entrega um visual mais limpo e contemporâneo. A ausência de divisões visíveis contribui para uma leitura mais fluida dos espaços, segundo os analistas.
Tendência vai deixar pisos laminados para trás em casas brasileiras
Além do apelo estético, a durabilidade é um dos principais altos da novidade que pode chegar ao Brasil. Diferentemente do laminado, que pode sofrer com umidade e riscos, os revestimentos minerais apresentam maior resistência ao desgaste diário. O microcimento, por exemplo, também pode ser utilizado em paredes, escadas e bancadas, garantindo unidade visual ao projeto.
O porcelanato de placas maiores reforça essa tendência ao reduzir a quantidade de rejuntes e proporcionar um acabamento mais elegante. Embora o investimento inicial seja superior ao do laminado tradicional, especialistas apontam que o custo-benefício se equilibra pela maior vida útil e pela menor necessidade de substituição ao longo do tempo, o que também pesa positivamente no ponto de vista financeiro.





