Uma doença ainda pouco conhecida por grande parte da população tem preocupado autoridades de saúde em vários estados brasileiros. O aumento de casos ligados a gatos domésticos acendeu um sinal de alerta.
Trata-se da esporotricose, uma infecção causada por fungos que afeta humanos e animais. A enfermidade é mais comum em regiões quentes e úmidas, como o Nordeste.
No Brasil, a doença já foi identificada em quase todo o território nacional. Especialistas destacam que o país lidera o número de registros no mundo atualmente.

Avanço da doença no Nordeste
Estados nordestinos passaram a registrar crescimento contínuo de casos nos últimos anos. Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas aparecem entre os mais afetados.
A esporotricose é considerada um problema de saúde pública por seu potencial de disseminação. O contato direto com animais infectados é uma das principais formas de transmissão.
O fungo responsável vive no solo, em plantas e em matéria orgânica em decomposição. Ele entra no organismo por pequenos cortes ou arranhões na pele.
Gatos no centro da transmissão
Os gatos são especialmente vulneráveis à infecção e funcionam como importantes transmissores. Arranhões, mordidas e secreções facilitam o contágio em humanos.
Nos felinos, os sintomas incluem feridas abertas na pele e secreção nasal. Em situações mais graves, o animal pode apresentar dificuldade para respirar.
Em pessoas, os sinais variam conforme o tipo da infecção. Nódulos indolores na pele são os mais comuns, surgindo geralmente nos braços ou mãos.
Sintomas, tratamento e prevenção
Há formas mais graves da doença, que atingem vasos linfáticos ou órgãos internos. Febre, perda de peso e fraqueza podem indicar infecção disseminada.
O tratamento exige acompanhamento médico e uso prolongado de antifúngicos. Em casos severos, pode ser necessária medicação intravenosa em ambiente hospitalar.
Para prevenir, recomenda-se usar luvas ao lidar com solo, plantas ou animais doentes. Evitar contato com gatos que tenham lesões visíveis é essencial.





