Enquanto o entrave político entre Estados Unidos e Venezuela ganha novos desdobramentos, autoridades norte-americanas ligaram o sinal de alerta em meio a um esquema de invasão de caixas eletrônicos no país. A operação, que resultou na prisão de dois venezuelanos, combinava acesso físico às máquinas com um malware desenvolvido para contornar sistemas de segurança.
Após investigação conjunta do Serviço Secreto dos Estados Unidos e da Divisão de Polícia da Carolina do Sul (SLED), Luz Granados (34) e Johan Gonzalez-Jimenez (40) foram sentenciados por conspiração e crimes relacionados a computadores. A ação criminosa culminou na drenagem de milhares de dólares de bancos em aproximadamente quatro estados estadunidenses.

Conforme as informações preliminares do Departamento de Justiça dos EUA, os crimes atingiram agências financeiras localizadas na Carolina do Sul, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia. Diante da política imigratória do presidente Donald Trump, a deportação foi assinada, mas os acusados ganharam outras punições.
Em resumo, a juíza distrital Mary Geiger Lewis determinou que Luz Granados deve pagar US$ 126.340 (R$ 666,4 mil na cotação atual) em restituição. Por outro lado, Gonzalez-Jimenez recebeu 18 meses de prisão federal, uma conta de US$ 285.100 (R$ 1,5 milhão) em restituição e será deportado para a Venezuela imediatamente após cumprir sua sentença.
Como os caixas eletrônicos eram roubados?
Apesar de o esquema de segurança dos bancos dos Estados Unidos ser rigoroso, a dupla atacava caixas eletrônicos mais antigos. Ao detectarem os maquinários, os criminosos, à noite, abriam o compartimento manualmente, conectando um laptop diretamente ao seu sistema interno. Assim, carregavam um malware que forçava os caixas a distribuir dinheiro até que o montante se esgotasse.
O detalhe curioso é que a técnica adotada pelos venezuelanos passava despercebida pelos protocolos de segurança bancários. Isso porque atacam o próprio hardware da máquina, transformando o que deveria ser um cofre digital em um dispensador automático de dinheiro. Ainda que o problema seja evidente, as investigações comprovaram que as contas bancárias dos clientes nunca estiveram em risco.





