Outrora ostentando o status de pessoa mais rica do Brasil, Eike Batista tem alinhado um projeto audacioso para recuperar sua fortuna. Enquanto empresário, embarcou no setor energético, firmando-se como um dos homens mais visionários do país. Unindo o prestígio do passado, está disposto a colocar em evidência um combustível mais eficiente e barato no comércio.
Durante o evento Energy Summit, realizado no Rio de Janeiro, Batista abriu o jogo sobre quais serão os próximos passos de sua mais nova empreitada. Para o público presente, o empresário externou os investimentos que têm sido feitos na cana-de-açúcar transgênica. Intitulada de “supercana”, promete ser a solução para se reposicionar no segmento energético internacional.

“Essa pesquisa resultou em 17 variedades de cana que, na minha opinião, vão povoar o Brasil. Enxergo que o Brasil vai trocar a cana velha por essa ‘supercana’. Ela produz até três vezes mais etanol e até 11 vezes mais bagaço. Nós vamos substituir o plástico do planeta. Eu estou sonhando com o Brasil para daqui a 20 anos”, explicou o empresário.
Segundo os cálculos apresentados por Eike, a produção de cana-de-açúcar poderia chegar a até 100 bilhões de litros, substituindo as atuais plantações de cana convencionais, que ocupam aproximadamente 5,5 milhões de hectares. Em contrapartida, destacou que a iniciativa conta com um aporte estimado em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões, na conversão atual) de investidores árabes e ainda está em fase experimental.
Do império construído ao declínio
No ano de 2010, Eike Batista consolidou-se como o homem mais rico do planeta devido à atuação inicial no garimpo de ouro na Amazônia nos anos 1980 e, posteriormente, internacionalizando projetos de mineração. Porém, sua fortuna escalou ao fundar o Grupo EBX, levantando bilhões de dólares na bolsa vendendo o potencial futuro de empresas de petróleo, energia e logística.
O problema é que o império corporativo ruir por conta de uma combinação de promessas não cumpridas, gestão financeira arriscada e escândalos de corrupção. Por consequência, o colapso foi desencadeado pelo fracasso da OGX, sua petroleira, que não entregou os produtos prometidos e gerou uma grave perda de confiança dos investidores.


