Eike Batista voltou a apresentar projetos voltados à inovação após anos afastado dos holofotes. O empresário revelou estar investindo no desenvolvimento de um produto capaz de substituir o plástico, usando como base uma cana-de-açúcar geneticamente modificada.
A proposta surge em meio à crescente pressão global para reduzir o uso de plásticos derivados do petróleo, especialmente os descartáveis, que geram impacto significativo no meio ambiente. Em entrevista à CNN, ele explicou que a tecnologia está centrada na chamada “supercana”, uma versão da planta criada para aumentar a produção de biomassa e etanol.
A partir do bagaço dessa cana, seria possível gerar resina utilizada na fabricação de copos, canudos e embalagens biodegradáveis. O objetivo é criar uma alternativa que possa, futuramente, substituir o uso convencional do plástico em diversas aplicações, além de ampliar o potencial de produção de combustíveis sustentáveis, como os usados pela aviação.

Como funciona o projeto da supercana
O plano apresentado por Eike depende da eficiência da supercana em gerar maior volume de matéria-prima para bioprodutos. A biomassa adicional permitiria a criação de resinas com menor impacto ambiental, favorecendo setores que buscam reduzir resíduos.
Segundo o empresário, o projeto foi pensado para resultados de longo prazo, com expectativa de expansão ao longo das próximas décadas. A utilização de resíduos agrícolas para produzir materiais biodegradáveis segue uma linha estratégica adotada por vários países que buscam alternativas ao plástico tradicional.
O retorno de Eike ao mercado ocorre após a queda de seu antigo império empresarial, marcado por projetos que não atingiram o desempenho divulgado. Entre os fatores que contribuíram para essa perda de relevância estão estimativas superdimensionadas e promessas que não se concretizaram, gerando impacto direto em suas empresas.



