De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a TIM e a Vivo estão entre as empresas de telefonia mais populares no Brasil, mas a realidade pode ganhar novos contornos. Isso porque, na última terça-feira (3), uma outra companhia passou a atuar no mercado corporativo nacional: a Singtel, grupo de Singapura.
Com a chegada de uma nova concorrente, as companhias tradicionais ligaram o sinal de alerta, especialmente pelos serviços ofertados. Conhecida por ser uma das maiores operadoras da Ásia, a Singtel atua em mais de 20 países, com foco exclusivo em grandes companhias (B2B) e com a proposta de conectar empresas brasileiras e multinacionais asiáticas.

Atualmente, a companhia ultrapassa 820 milhões de clientes, número que deve escalar com o início das operações no Brasil. A título de curiosidade, o território brasileiro marca a primeira atividade da empresa na América Latina. A escolha assertiva está diretamente ligada ao crescimento do uso de computação em nuvem, Inteligência Artificial (IA) e automação.
Foco da empresa já tem um direcionamento
Conforme informações repassadas pelo executivo Keith Leong, o foco inicial das operações no Brasil será em empresas dos setores de agricultura, mineração e finanças. Na prática, o trabalho abrange dar suporte a clientes que já possuem contratos internacionais. No mais, atuará exclusivamente no segmento corporativo, sem precisar construir infraestrutura física própria, como antenas ou cabos.
“O Brasil tem uma posição estratégica para integração entre Ásia e América Latina. O país está vivendo um boom digital e sentimos que tem um mercado vibrante para os nossos negócios. O país está indo muito para nuvem, inteligência artificial e inovação. A nossa entrada vai nos ajudar a nos consolidar nessas áreas”, explicou Leong.
O portfólio da Singtel inclui o CUBE, uma plataforma de rede como serviço habilitada por IA, e o AI Studio, um sistema que permite treinar, testar e desenvolver soluções de IA em larga escala. Para consolidar-se ainda mais no cenário brasileiro, o catálogo também contempla o Paragon, um serviço de orquestração de redes, nuvem e computação de borda, com o intuito de facilitar a adoção de soluções 5G.





