Apesar de ser uma loja fundada por brasileiros, a Havan é conhecida nacionalmente por transcrever a cultura norte-americana em sua estrutura. Além de uma réplica da “Estátua da Liberdade”, o empreendimento imita a Casa Branca, residência oficial do Presidente dos Estados Unidos. No entanto, uma unidade em especial passará por remodelagem.
Depois de quatro anos de discussão sobre o megaprojeto de Blumenau, o empresário e proprietário da marca, Luciano Hang, finalmente revelou as projeções. Por se tratar de uma edificação no Centro Histórico da cidade catarinense, foi necessário que os engenheiros adaptassem todo o projeto arquitetônico para enfatizar o patrimônio cultural da região.
“Adequamos a nossa estética à cultura alemã. Eu acho que isso faz com que cada vez mais Blumenau seja uma cidade turística. O próprio castelo já mostra isso. Vai ficar uma loja muito bonita, grande, com estacionamento, com a fachada enxaimel (técnica construtiva tradicional europeia), como merece Blumenau”, afirmou Hang.
Impasses envolvendo a nova loja da Havan
Para que a aprovação da obra fosse decretada, Luciano precisou conseguir a aprovação junto ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Edificado (COPE). Por 12 votos a três, os conselheiros seguiram os pareceres favoráveis da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que se manifestaram a favor da construção.
A princípio, seria mais uma unidade Havan com os parâmetros convencionais, com a fachada inspirada na Casa Branca. Contudo, o Ministério Público Federal entrou na briga, alegando que a estrutura geraria impacto no conjunto histórico que já é uma marca registrada da região central. A nova megaloja está sendo construída em uma área de quase 14 mil metros quadrados, em dois pavimentos, na rua Oscar Jenichen.





