No Brasil, virou pauta de discussão política a possibilidade de reduzir a escala de trabalho 6×1, que consiste em seis dias de trabalho durante a semana para apenas uma folga, que normalmente é dada aos domingos. Parte da ala política do país entende que o ideal é reduzir para cinco dias trabalhados semanais, com direito a duas folgas.
Enquanto a proposta ainda segue sendo debatida no Brasil, um outro país da América Latina promete tomar um caminho inverso. No México, a redução de 48 horas para 40 horas de trabalhos semanais tem causado discordâncias entre o setor empresarial e as autoridades locais.

A proposta da reforma mexicana é para adotar dois dias de folga por semana, mas os empregadores dificultam o acerto e começam a fazer mudanças internas para compensar a redução da carga horária. Dessa forma, os trabalhadores tendem a ser afetados durante os períodos de descanso atuais, o que reacendeu a polêmica em torno do assunto no país.
Reforma trabalhista do Brasil também vira pauta no México
Para aceitar a nova reforma, alguns líderes empresariais trabalham nos bastidores para eliminar o intervalo de almoço de meia hora, que atualmente é uma das normas obrigatórias da Lei Federal do Trabalho (LFT). Os empresários do setor argumentam que apenas se fossem trabalhados oito horas seguidas num dia normal poderia haver a ‘recompensa’ com um dia a mais de folga.
Sendo assim, os níveis de produtividade e o funcionamento das empresas não seriam prejudicados. No entanto, pelo lado dos trabalhadores, a possibilidade da medida entrar em vigor gerou revolta. Para colocar ‘panos quentes’ no episódio, o chefe do Ministério do Trabalho e Previdência Social (STPS), Marath Bolaños, garantiu que a transição para a semana de trabalho de 40 horas não vai implicar na redução dos direitos trabalhistas já existentes.




