Outrora preenchendo o posto de presidente da Venezuela, Nicolás Maduro foi surpreendido no início de 2026 por tropas norte-americanas. Sob o aval de Donald Trump, o Chefe de Estado foi capturado e direcionado ao sistema prisional dos Estados Unidos. Ainda que tenha prestígio político, o venezuelano está longe de ocupar o status de pessoa mais rica do país.
Patrimônio de Nicolás Maduro
Embora nenhum veículo tenha cravado a real fortuna de Maduro, estimativas e suspeitas da imprensa venezuelana defendem o patrimônio formal em torno de 3 milhões de dólares (R$ 16,1 milhões na cotação atual). No entanto, por ter seu nome envolvido em esquemas de corrupção, as investigações levam a crer que o poder financeiro do presidente possa superar a casa dos bilhões de dólares.

As previsões decretam que a fortuna não contabiliza os bens luxuosos, contas no exterior e ligações com lavagem de dinheiro envolvendo o nome de terceiros. Para uma melhor compreensão, no ano de 2018, enteados do ditador venezuelano foram acusados de terem desviado mais de US$ 180 milhões (R$ 968,5 milhões) para contas secretas.
Em contrapartida, desde 2024, autoridades estadunidenses apreenderam bens estimados em US$ 700 milhões (R$ 3,7 bilhões) em ativos de luxo. Diante do desfecho incalculável e da possibilidade de outros patrimônios estarem registrados no nome de familiares ou pessoas próximas, a fortuna de Nicolás Maduro está longe de ser precisamente revelada.
Mas, afinal, quem é o homem mais rico da Venezuela?
Enquanto os reais valores pertencentes ao Chefe de Estado venezuelano não são revelados, a revista Forbes decretou o banqueiro Juan Carlos Escotet, fundador do banco transicional Banesco, como o homem mais rico do país. O visionário é detentor de uma fortuna líquida de 7,4 bilhões de dólares, o que corresponde a cerca de R$ 40 bilhões.
O detalhe curioso é que, em 2024, a Forbes havia listado o empresário como sendo dono de um patrimônio equivalente a R$ 20 bilhões. Natural da Espanha, Escotet migrou para a Venezuela, país em que começou a trabalhar no Banco Union como office-boy com apenas 17 anos. Formado em economia, fundou em 1986 uma corretora, que em 2001 se fundiu com o próprio Banco Union, onde começou a carreira.
Já em 2012, adquiriu o tradicional Banco Echevarría da Espanha e o rival venezuelano, Abanca. Enxergando a necessidade de colocar seu nome no mercado internacional, comprou, em 2024, as operações na Espanha da francesa Crédit Mutuel e formou um grupo bancário transnacional, que, apesar das raízes venezuelanas, ‘espalhou’ dinheiro pelo mundo.





