Para coroar as quatro décadas de existência da Havan, o empresário Luciano Hang deseja abrir mais 15 unidades da rede varejista até o final de 2026, fechando o ciclo com 200 lojas em operação. Em contrapartida, Eike Batista tenta contornar o percurso que o levou a um dos colapsos financeiros mais severos da história recente do Brasil.
Presente no evento Energy Summit, realizado no Rio de Janeiro, o ex-bilionário confirmou o desejo de investir na cana-de-açúcar transgênica como uma solução para se reposicionar no mercado de energia. Na justificativa de Eike, além da transformação em combustível, a metodologia tende a garantir uma nova possibilidade de modificar geneticamente o alimento para compor materiais biodegradáveis.
Para uma melhor compreensão, o objetivo principal do investimento é produzir resina por meio da utilização do bagaço da cana, que pode ser realocado para o processo de fabricação de canudos, copos e até embalagens biodegradáveis. O problema central é que os investimentos ainda são escassos, fator que projeta a ideia para as próximas décadas.
“Essa pesquisa resultou em 17 variedades de cana que, na minha opinião, vão povoar o Brasil. Enxergo que o Brasil vai trocar a cana velha por essa ‘supercana’. Ela produz até três vezes mais etanol e até 11 vezes mais bagaço. Nós vamos substituir o plástico do planeta. Eu estou sonhando com o Brasil para daqui a 20 anos”, afirmou Eike Batista.
Projeções da Havan
No dia 31 de janeiro de 2026, Luciano Hang abriu as portas da megaloja da Havan em Goiânia. Com 10 mil metros quadrados de área construída, a unidade promete empregar 200 pessoas e é fruto de um investimento de R$ 100 milhões. O montante em questão engloba, além da construção, a aquisição do terreno.
De acordo com o planejamento do empresário, o foco é acelerar a corrida e inaugurar 15 lojas em 2026, ano em que o empreendimento completará 40 anos, com investimento de R$ 1,25 bilhão. Nesse intervalo, um dos mercados que deve ganhar atenção especial na expansão é o estado do Rio Grande do Sul. Em solo gaúcho, os investimentos da rede já chegaram a R$ 3 bilhões.





