De acordo com apurações do portal Metrópoles, a Allegra Pacaembu, responsável por realizar a gestão da Mercado Livre Arena Pacaembu, enfrenta crise financeira sem precedentes. Embora as pendências tenham sido reveladas recentemente, a deficiência se arrasta há mais de um ano. Nesse intervalo, a concessionária acumulou 468 protestos por falta de pagamento.
Para uma melhor compreensão do problema, o grupo tem entrave com 94 empresas, que cobram um total superior a R$ 17,3 milhões. As pendências englobam desde pequenas prestadoras de serviço a grandes fornecedores que auxiliaram na reformulação do estádio. A exemplo disso está a Enel, que protestou uma conta de luz no valor de mais de R$ 100 mil, vencida em setembro.
O protesto em cartório consiste em uma forma legal de uma empresa demonstrar que um contratante não arcou com o pagamento previsto. Em casos em que a dívida é protestada, o devedor é notificado e, se não pagar, seu nome é “protestado”. Como consequência, restrições de créditos surgem e dificultam o acesso a financiamento.
Contrariando a lógica comum, a Allegra sequer tentou reverter as acusações, descartando qualquer movimentação em função de um protesto. Por outro lado, os credores reforçam que contatos legais foram feitos, mas a concessionária refutou a ideia de respondê-los. Assim, e-mails e ligações foram ignorados, o que levou aos 468 protestos.
O que os credores alegam?
Embora tenha sido reinaugurado no início de 2025, na data do aniversário da cidade de São Paulo, o estádio Mercado Livre Arena Pacaembu tem ganhado repercussão negativa nos bastidores. A título de curiosidade, as pendências têm prejudicado empresas de revestimentos, concreto, vidro, iluminação, hidráulica, serralheria, gestão de obras, logística e organização de eventos.
Além das dívidas comerciais, a Allegra responde a 140 ações trabalhistas, somando R$ 12,9 milhões em valores de causa. Em contrapartida, no Serasa, a empresa aparece com score de “default”, classificação que, de acordo com o mercado, pressiona negociações para pagamentos à vista. Apesar da falta de postura em arcar com as obrigações, a concessionária reconhece os atrasos.


