Durante o calor excessivo, é comum que várias pessoas programem viagens para aproveitar lugares paradisíacos, tomados por praias e águas cristalinas. Embora não seja popular como os estados do Nordeste brasileiro, o Rio Grande do Sul apresenta atrações interessantes para os visitantes. Contudo, é necessário ligar o sinal de alerta diante do mar insalubre.
Nesta sexta-feira (9), a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou o quinto boletim do programa Balneabilidade temporada 2025/2026. A título de curiosidade, o relatório leva em consideração coletas de águas realizadas entre os dias 5 e 6 de janeiro. Conforme o levantamento, dos 96 pontos monitorados em toda a federação, sete estão impróprios para banho.
Para evitar colocar em risco a saúde dos moradores e visitantes, a entidade revelou as áreas inapropriadas para mergulho. Trata-se de Cerrito (Balneário Cerrito – Rio Piratini), Osório (Lagoa do Peixoto), Pedro Osório (Balneário Pedro Osório – Rio Piratini), Pelotas (Totó), Pelotas (Valverde – Av. Sen. Joaquim A. Assumpção), Pelotas (Valverde – Trapiche) e Piratini (Balneário Municipal Klérfim Cardoso – Rio Piratini).
De modo geral, as pesquisas evidenciaram que os organismos presentes (Microcystis sp. e Dolichospermum sp.) são potenciais produtores de microcistinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas. Em contrapartida, a Fepam esclareceu que todos os pontos analisados nas praias do Litoral Norte estão próprios para banho.
Quais as recomendações dos especialistas?
- Entre na água apenas em local com condição própria para o banho;
- Evite tomar banho em época chuvosa, nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, em períodos de cheia dos rios ou em canais pluviais, saídas de córregos ou rios que afluem nas praias, pois as águas podem estar contaminadas por esgotos domésticos;
- Não tome banho em locais com concentração de algas, pois podem conter toxinas prejudiciais à saúde;
- Atenção especial com crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
“Mar chocolatão” ganha destaque nacional
Com a pesquisa evidenciando o descuido e imprudência da ação humana no estado sulista, o título de “mar chocolatão” tende a ficar impregnado. Em resumo, o litoral do Rio Grande do Sul costuma surpreender ao apresentar águas escuras, especialmente em períodos de muita chuva. Embora a façanha seja remetida à poluição, o motivo é totalmente contrário.
De acordo com especialistas, a coloração escurecida corresponde à proximidade das bacias dos grandes rios, que são acometidos por enormes volumes de água doce. Nesse contato, barro e sedimentos são despejados no oceano por meio da Lagoa dos Patos e pelo Guaíba. Em épocas mais secas, com menos descarga de rios e maior influência das correntes oceânicas, o mar fica visivelmente mais claro.





