Nesta terça-feira (20), os Estados Unidos da América anunciaram o encerramento de seu apoio militar junto às Forças Democráticas da Síria (SDF). O detalhe intrigante é que a nação, por quase uma década, foi a principal aliada local de Washington na luta contra o Estado Islâmico (ISIS). A manifestação, assinada pelo presidente Donald Trump, foi enviada pelo embaixador Tom Barrack.
Por meio de comunicado na rede social X, o diplomata esclareceu que o objetivo original das Forças Democráticas da Síria frente ao Estado Islâmico ruiu. A nota enfatiza ainda que Damasco agora está disposta e em posição de assumir as responsabilidades de segurança, incluindo o controle dos centros de detenção e campos do Estado Islâmico.
“A Síria agora possui um governo central reconhecido que aderiu à Coalizão Global para Derrotar o Estado Islâmico (como seu 90º membro no final de 2025), sinalizando uma guinada para o Ocidente e cooperação com os EUA no combate ao terrorismo. Isso altera a lógica da parceria EUA-Forças Democráticas Sírias (SDF)”, diz parte do texto.
Em resumo, Barrack alega que as recentes mudanças na Síria, depois da ascensão do governo de Ahmed al-Sharaa, mudaram a visão de parceria entre as nações. Como resultado do entrave criado, foi solicitado que a milícia de curdos aceite a integração ao “Estado sírio unificado”, como previsto em um acordo de paz divulgado pelas novas autoridades de Damasco.
Por qual motivo os Estados Unidos recalcularam a rota?
Na prática, a aliança mostrou-se intacta até que, durante esta semana, um cessar-fogo foi acordado entre o governo sírio e as Forças Democráticas da Síria (FDS). O protocolo foi adotado após o envio de reforços militares para a província de Hasakah, um reduto curdo no nordeste do país. A questão é que o “acerto de contas” deu brecha para novas negociações.
Sobretudo, entrou em pauta a possibilidade do encerramento da integração das instituições civis e militares curdas ao Estado sírio. Nesse ínterim, Washington reforçou o apoio a Damasco, confirmando contatos diretos para tratar da situação dos curdos. Por sua vez, a presidência síria estabeleceu um período de consulta para definir os termos de integração nas áreas.





