Os Estados Unidos monitoram de longe a possibilidade de uma cooperação militar entre China e Rússia para o desenvolvimento de uma nova aeronave de bombardeiro stealth. A aproximação estratégica entre as duas potências, marcada por exercícios militares conjuntos e alinhamento político, alimenta especulações sobre um eventual projeto aéreo compartilhado capaz de alterar o equilíbrio de forças no atual cenário global.
A revista 19FortyFive classificou essa hipótese como um possível “pesadelo” para a Força Aérea americana. Ainda assim, os especialistas do setor apontam que tanto Pequim quanto Moscou enfrentam obstáculos relevantes em seus próprios programas de aviação estratégica, o que pode vir a ser uma boa notícia para o governo do presidente republicano Donald Trump.
A China trabalha no H-20, bombardeiro furtivo de longo alcance que enfrenta atrasos, especialmente na área de motores confiáveis e eficientes. Também há desafios na consolidação de tecnologias de baixa observabilidade e na ampliação da autonomia operacional da aeronave chinesa.
Estados Unidos observa aproximação entre Rússia e China
Já a Rússia desenvolve o PAK-DA, destinado a substituir modelos como o Tupolev Tu-95. Atualmente, o projeto esbarra em limitações tecnológicas, dificuldades na integração de aviônicos e impactos das sanções internacionais, que afetam cadeias de suprimentos e o orçamento de defesa russa. Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm vantagem consolidada sobre os principais rivais.
Essa dianteira americana é graças ao B-2 Spirit, que está em operação desde os anos 1990, e com o novo B-21 Raider, considerado a próxima geração de bombardeiros furtivos. Décadas de experiência e investimentos robustos sustentam a superioridade americana, tornando improvável uma reversão desse cenário no curto prazo, mesmo diante de eventual cooperação entre China e Russa.





