Recentemente, um estudo encabeçado pela GigU, plataforma especializada na análise de desempenho desses trabalhadores, colocou em evidência os veículos mais assertivos para os motoristas de aplicativo. Embora os carros populares estejam entre as escolhas dos condutores, um novo queridinho promete fazer o lucro da categoria aumentar até 70% no Brasil.
Com base em dados operacionais de 56 mil motoristas em 22 estados brasileiros, o levantamento taxou os veículos elétricos como os mais lucrativos da atualidade. A disparidade nos lucros coloca em um mesmo tabuleiro os carros com automotor que utilizam eletricidade armazenada em baterias recarregáveis e aqueles que necessitam de gasolina ou etanol para se moverem.

Nesse cenário, enquanto a margem média dos condutores de automóveis à combustão é de 36,8%, a relação para quem atua com o elétrico chega a 57%. Para justificar esse desnível, a plataforma destacou a utilização do quilômetro rodado, que é responsável por reduzir o impacto da volatilidade dos preços dos combustíveis sobre a renda dos trabalhadores.
“O carro elétrico muda completamente a lógica de custo do motorista. A energia passa a ser o principal insumo da atividade, e hoje já existem alternativas que permitem reduzir esse gasto sem investimento inicial, o que impacta diretamente a renda de quem depende do veículo para trabalhar”, afirma o diretor da Coesa Energia, empresa de Belo Horizonte que oferta energia solar por assinatura, Luís Fernando Roquette.
Realidade atual no Brasil
Segundo registros das concessionárias, as vendas de carros eletrificados no Brasil bateram recorde recentemente. Somente em 2025, foram emplacados 223.912 veículos leves dessa categoria no país (somando elétricos puros, híbridos e plug-in). Do montante, apenas os modelos 100% elétricos (BEV) totalizaram 80.178 unidades no ano.
Apesar de serem veículos mais caros, apresentam vantagens sem precedentes para os motoristas de aplicativo. Em resumo, ao optar por tal versão, os brasileiros não precisam realizar a manutenção do automóvel em um período de tempo curto, assim como ocorre com os carros tradicionais. Porém, ainda existe uma limitação de locais de recarga e de tempo de duração da própria bateria.




