O governo dos Estados Unidos tem aplicado sanções a países como a Venezuela, que fornece petróleo a outras nações, como, por exemplo, Cuba. O governo cubano busca alternativas para evitar um colapso no fornecimento de eletricidade, enquanto os EUA têm aumentado a pressão sobre a América do Sul e o Caribe.
Em Cuba, os apagões têm se tornado cada vez mais frequentes, para a revolta da população local, que já sofre com uma economia estagnada e que registrou uma queda de 15% no PIB nos últimos anos. Na quinta-feira (5), o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país está se mobilizando para garantir uma cooperação internacional que amplie a capacidade de geração de energia.
A declaração de Miguel Díaz-Canel ocorreu logo após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar estabelecer altas tarifas para países que enviam petróleo à ilha. Atualmente, Cuba produz apenas 40% do petróleo que consome, sendo que o restante vem de nações como Venezuela, Rússia e México. A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que pretende manter o diálogo aberto com Trump.
EUA deixam Cuba em situação energética delicada
Após retirar o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder, Trump endureceu as normas de produção petrolífera no país sul-americano, ao mesmo tempo em que acusou Cuba de ser um Estado falido. O republicano defende novas negociações, mas o presidente cubano reagiu às falas de Trump ao afirmar que o colapso econômico da região ocorreu por conta da “filosofia imperial” americana.
Nos últimos dias, as sanções dos EUA causaram ainda mais consequências. Uma falha no sistema elétrico deixou províncias orientais sem luz, como Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo, além de regiões de Holguín. A energia foi restabelecida gradualmente, mas o episódio evidenciou que a rede elétrica de Cuba é frágil e insuficiente. Para reduzir essa dependência de outros países, Cuba planeja aumentar os parques de energia solar e expandir a produção de eletricidade a partir do gás.





