A Ferrovia Transnordestina é um dos maiores projetos de infraestrutura logística do país e já ultrapassou a marca de R$ 15 bilhões em investimentos públicos e privados. Mesmo com esse volume de recursos, a obra ainda não será concluída no curto prazo.
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação de mais R$ 815,4 milhões para o empreendimento, reforçando que o cronograma segue estendido até, pelo menos, 2028.
Os novos recursos serão disponibilizados por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que concentra verbas do Banco do Nordeste administradas pela Sudene. Do total aprovado, R$ 700 milhões devem ser liberados em até cinco dias úteis, enquanto outros R$ 115,4 milhões serão autorizados pela diretoria colegiada da autarquia, completando a parcela contratual prevista para 2025.
Liberação de recursos amplia orçamento, mas não antecipa entrega
A decisão ocorre após a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), responsável pela construção e futura operação da ferrovia, apresentar documentação comprovando a necessidade de ampliar a disponibilidade financeira via FDNE.
Somente em 2025, a expectativa é que a Sudene libere cerca de R$ 2,23 bilhões ao empreendimento. Em julho, já haviam sido aportados R$ 600 milhões referentes a 2024, além de R$ 816,6 milhões do Finor. Para os próximos dois anos, a previsão oficial indica mais R$ 1,6 bilhão em liberações, mantendo o cronograma financeiro até 2027.
Atualmente, a Transnordestina está em sua fase 1, que liga São Miguel do Fidalgo, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará. Aproximadamente 75% dessa etapa já foi executada, com todos os canteiros contratados, incluindo os lotes 9 e 10, considerados os mais complexos por atravessarem o Maciço de Baturité.





