A possível aprovação do fim da escala 6×1 tem provocado dúvidas entre trabalhadores e empresários, principalmente sobre o funcionamento do comércio e de serviços aos sábados e domingos. Apesar da repercussão nas redes sociais, a proposta não prevê o fim do trabalho nos fins de semana no Brasil. O que está em discussão é a redução da jornada semanal e a ampliação do período de descanso dos funcionários.
A PEC aprovada na Câmara dos Deputados propõe diminuir a carga horária semanal de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de folga por semana aos trabalhadores. Atualmente, milhões de brasileiros seguem o modelo conhecido como escala 6×1, no qual trabalham seis dias consecutivos e descansam apenas um. A proposta busca justamente reduzir o desgaste físico e mental provocado por jornadas excessivas.

Apesar da mudança, empresas e serviços não deixariam de funcionar aos fins de semana. Setores essenciais continuariam operando normalmente, incluindo supermercados, hospitais, farmácias, hotéis, restaurantes, transporte público, turismo e parte do comércio. Na prática, as empresas precisariam reorganizar as escalas internas para garantir que os funcionários tenham duas folgas semanais, mantendo o atendimento ao público.
PEC da escala 6×1 passa pela Câmara
Esse modelo já existe em muitas empresas que adotam a escala 5×2. Nesses casos, equipes trabalham em sistema de revezamento, permitindo que alguns funcionários atuem nos fins de semana enquanto outros descansam. A proposta também mantém a regra de descanso “preferencialmente aos domingos”, expressão já prevista na legislação trabalhista brasileira.
Apesar da aprovação na Câmara, a proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal antes de entrar em vigor. Até lá, pontos importantes da nova regra ainda podem sofrer alterações durante a tramitação. O tema segue gerando debate entre representantes dos trabalhadores, empresários e especialistas em relações trabalhistas, principalmente pelos impactos econômicos e operacionais que a mudança pode trazer para diferentes setores.




