De origem asiática, a nêspera (Eriobotrya japonica) tem sido alvo de constantes pesquisas por sua ampla importância para a medicina. Em sua composição, o alimento apresenta antioxidantes, anti-inflamatórios e hepatoprotetores, tornando-o referência na fitoterapia tradicional e na ciência moderna por auxiliar a regenerar o fígado.
Conforme estudos recentes, as folhas, frutos e sementes concentram bioativos capazes de prevenir o envelhecimento precoce, aliviar inflamações e favorecer a regeneração do órgão. Ampliando ainda mais a versatilidade da nêspera, cientistas na China apontam que seus antioxidantes podem até ajudar na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Em um contexto geral, o teor antioxidante da fruta asiática é explicado por flavonoides, ácidos fenólicos e carotenoides. Cientificamente, esses componentes neutralizam radicais livres, reduzem o estresse oxidativo e protegem as células do envelhecimento antecipado. Por sua vez, o alimento ganha protagonismo pelo efeito hepatoprotetor.
Sobretudo, extratos de nêspera reduzem enzimas hepáticas lesivas e estimulam a regeneração de células do fígado. Além disso, estudos no Japão ainda projetam às nêsperas o poder de auxiliar na recuperação de lesões hepáticas causadas por medicamentos. Em contrapartida, a fruta ainda contempla propriedades antibacterianas, tendo influência no controle do diabetes, graças a polissacarídeos e saponinas.
Como reduzir a gordura no fígado?
A esteatose hepática, condição conhecida como gordura no fígado, afeta em torno de 30% da população mundial. Embora seja silencioso, o problema pode causar danos irreversíveis, necessitando de acompanhamento médico. Segundo a nutricionista Taynara Abreu, consumir regularmente determinados vegetais pode auxiliar na melhora da função hepática.
Na visão da profissional, introduzir brócolis, couve, cebola e alho tende a trazer resultados satisfatórios em meio à necessidade de diminuir a gordura. “Ricos em vitaminas, antioxidantes e compostos bioativos, esses alimentos auxiliam na redução do acúmulo de gordura nas células do fígado, na melhora da sensibilidade à insulina e na diminuição de processos inflamatórios”, explica a expert.





