Um time da Série A do Campeonato Brasileiro acumula uma dívida que se aproxima de R$ 1 bilhão. Trata-se do Grêmio, que encerrou 2025 com um passivo total de R$ 935,6 milhões, conforme auditoria apresentada ao Conselho Deliberativo do clube. O número coloca o Tricolor Gaúcho entre os mais endividados do país e acende um alerta sobre a sustentabilidade financeira no curto e médio prazo.
Do montante total, uma parcela relevante exige atenção imediata. Cerca de R$ 516,4 milhões correspondem a dívidas de curto prazo, com vencimentos previstos já para 2026. Outros R$ 419,1 milhões estão programados para os anos seguintes, o que indica um cenário de preocupação sobre o fluxo de caixa e limita a capacidade de investimento do clube em futebol e infraestrutura.
A evolução da dívida reforça a preocupação. Em 2023, o passivo girava em torno de R$ 640 milhões. No ano seguinte, subiu para R$ 795 milhões e, em 2025, atingiu os atuais R$ 935,6 milhões. O aumento acumulado ultrapassa R$ 290 milhões em apenas dois anos, refletindo dificuldades estruturais e desafios na gestão financeira do Grêmio.
Time da Série A tem situação financeira que preocupa
Entre os principais compromissos estão obrigações fiscais e sociais, dívidas com contratações de jogadores e valores relacionados a empréstimos com empresários. Também entram na conta despesas com instituições financeiras, fornecedores, direitos de imagem e provisões para contingências judiciais, o que amplia ainda mais a complexidade do quadro financeiro.
Apesar do cenário de endividamento elevado, o clube apresentou superávit de R$ 35 milhões em 2025. No entanto, o resultado teve influência de uma operação contábil ligada à gestão da Arena, estimada em cerca de R$ 400 milhões, sem impacto direto no caixa. O dado indica que, apesar do saldo positivo no papel, o desafio financeiro segue relevante e exige ajustes para evitar riscos maiores nos próximos anos.





