Consolidada como a maior processadora de frango dos Estados Unidos, a Tyson Foods surpreendeu seus clientes ao anunciar o fechamento de sua fábrica em Rome, na Geórgia, no dia 31 de maio deste ano. O empreendimento em questão operava sob uma subsidiária da multinacional, a The Hillshire Brands Company.
A decisão de encerrar as operações foi comunicada ao prefeito da cidade e ao Departamento do Trabalho da Geórgia. De acordo com a empresa, o fechamento da fábrica tem ligação com a perda de contratos nos últimos anos, detalhe que encaminhou à demissão de 168 funcionários. Em nota, a Tyson Foods lamentou o percurso trilhado, destacando a necessidade de evitar maiores transtornos.

Como o empreendimento apresenta funcionários sindicalizados e não sindicalizados, a companhia destacou que não haverá possibilidade de realocação para outras unidades. Segundo a Lei Federal de Notificação de Ajuste e Retreinamento de Trabalhadores, os empregadores devem informar os colaboradores sobre fechamentos de fábricas ou demissões em massa com pelo menos 60 dias de antecedência, o que ocorreu.
Companhia já demitiu 3,2 mil funcionários
Diante da crise bovina, em novembro de 2025, a empresa anunciou que fecharia o frigorífico de Lexington, em Nebraska, nos Estados Unidos, em 20 de janeiro. Colocando em prática seu planejamento, foram sacramentadas 3.200 demissões somente na unidade em questão. A decisão colocou em xeque o equilíbrio financeiro de milhares de famílias.
A princípio, de acordo com comunicado da companhia, entre 3 e 185 dias, 292 colaboradores permaneceriam empregados para auxiliar nas etapas finais do encerramento. No mais, a Tyson prevê prejuízos milionários no setor de carne bovina para o ano de 2026, com estimativas de perdas de até US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,5 bilhões, na conversão atual).





