Uma das maiores empresas do setor de alimentos e de processamento de proteínas dos Estados Unidos precisou iniciar o processo de demissão de 3.200 funcionários de um frigorífico. Enquanto os Estados Unidos passam por uma grave crise da carne, a Tyson Foods toma ações de prevenção na cidade de Lexington, no estado de Nebraska.
A Tyson Foods comunicou que vai manter o frigorífico em atividade temporariamente ao mesmo tempo em que está diminuindo o quadro de funcionários da unidade. A empresa informou que apenas 292 colaboradores, o que representa cerca de 9% da força de trabalho, continuarão empregados por um período que pode variar de 3 a 185 dias.

Os trabalhadores restantes terão a missão de auxiliar nas etapas finais de encerramento das atividades no frigorífico. Já no mês de fevereiro, apenas metade dos funcionários deverão seguir em seus cargos. O fechamento da unidade foi anunciado em novembro, graças à redução da oferta de gado nos Estados Unidos, o que elevou os custos operacionais e alterou o mercado das carnes no país.
Grande frigorífico se prepara para fechar as portas nos EUA
De acordo com informações publicadas pela agência Reuters, as autoridades locais estão em contato com os donos da Tyson Foods para que o espaço da fábrica seja vendido ou que seja repassado para uma outra empresa. Dessa forma, diminuiria os impactos econômicos de Lexington, uma pequena cidade com cerca de 10 mil habitantes.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a crise no setor bovino deve ficar ainda mais grave em 2026, com previsão de que as exportações de carne americana diminuem em 5,6% neste ano em relação a 2025. A produção de carne bovina no país deve cair em 1%, fazendo com que o Brasil se torne o principal produtor de carne bovina do mundo.





