O Governo Federal tem permitido o aumento do número de cidadãos da Venezuela que estão participando do programa do Bolsa Família em 2026. Dados oficiais do Brasil mostram que mais de 205 mil beneficiários são estrangeiros, com forte concentração na Região Norte do país, o que impacta as contas públicas e reacende um debate antigo.
Por conta da presença massiva de de venezuelanos em território brasileiro, há quem questione os assuntos relacionados à migração, orçamento público e serviços sociais. Como o país vizinho passa por uma grave crise social e econômica, é comum que os cidadãos da Venezuela busquem outros países da América do Sul para seguirem com a vida, como é o caso do Brasil.

No Brasil, os estrangeiros que chegam ao país passam a ser acesso aos direitos básicos, conforme diz o texto da Constituição Federal de 1988 no artigo 203, que garante assistência social a quem dela necessitar, sem distinção de nacionalidade. Também é reforçado pelas Lei Orgânica de Assistência Social e da Lei do Refúgio, que tratam de assegurar a proteção social a quem está em situação de vulnerabilidade.
Governo Federal permite entrada de venezuelanos no Bolsa Família
Os dados mostram que são cerca de 205.587 venezuelanos cadastrados no Bolsa Família, com um rendimento médio de R$ 680 por mês. O custo anual da operação chega a R$ 1,67 bilhão, o que inclui os adicionais cedidos a crianças e adolescentes. A Região Norte concentra a maior parte dos beneficiários, o que provoca uma cerca sobrecarga em serviços como saúde e educação.
Os principais desafios são em Roraima, onde há uma alta sobrecarga nos serviços essenciais das cidades de Boa Vista e Pacaraima. Já no Amazonas, há um aumento considerável da demanda por abrigos e serviços sociais, especialmente na capital Manaus. O Governo Federal tenta assistir aos venezuelanos ao mesmo tempo que mantém o equilíbrio das contas.





