Enquanto o governo brasileiro aguarda a confirmação do novo piso salarial dos brasileiros para a temporada 2026, o México surpreendeu seus habitantes com uma mudança no cenário trabalhista. Recentemente, as autoridades locais confirmaram o aumento do salário mínimo e a redução da jornada semanal de trabalho.
A fim de garantir uma melhor qualidade de vida à população e impulsionar a economia local, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, ressaltou a necessidade de valorizar os profissionais que movimentam a evolução da nação. Fazendo parte de um conjunto de reformas trabalhistas, a medida ressalta a urgência em corrigir as desigualdades históricas, garantindo um maior bem-estar aos cidadãos.
O que será alterado na prática?
Conforme o planejamento inicial, o salário mínimo do México terá um aumento de 13% a partir de janeiro de 2026. Como parte de um acordo entre líderes trabalhistas, empresariais e governamentais, o piso subirá para 315,04 pesos por dia (R$ 91,34). Isso significa que a renda mensal dos mexicanos será de 9.582 pesos, ou R$ 2.785.
Por outro lado, nas regiões de fronteira, onde há políticas econômicas diferenciadas, o valor será um pouco maior, fixado em 440,87 pesos diários, o equivalente a R$ 127. Além dos reajustes, o governo decretou que pretende diminuir gradativamente a jornada de trabalho das atuais 48 horas semanais para 40 horas até a temporada de 2030. Porém, é válido destacar que a mudança começará a valer somente a partir de 2027.
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), os trabalhadores do México apresentam média de 2.207 horas trabalhadas por ano, o que corresponde a uma das maiores cargas entre os países membros. Portanto, para a presidente, o novo modelo trará um respaldo maior para entregar melhores condições de vida aos mexicanos.





