Devido ao sucateamento de suas dependências, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, está fechado e não recebe partidas oficiais há quase quatro anos. No entanto, o governo do Mato Grosso do Sul está disposto a assumir a responsabilidade de abrir as portas do local. Para isso ocorrer, são estimados investimentos na casa dos R$ 16,7 milhões.
Nesta terça-feira (31), o secretário da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Marcelo Miranda, destacou que um aporte está previsto para reformar o estádio. O objetivo do processo é tornar a área apropriada para receber novos eventos, já que outrora, em seus momentos áureos, serviu como palco para a Seleção Brasileira, pela última rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

A título de curiosidade, o Morenão era administrado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), mas terá como administrador por 35 anos o governo do estado. Embora os planejamentos ainda estejam sendo traçados, a ideia é que a reforma ocorra em 2026, entregando o espaço para a iniciativa privada ou uma parceria público-privada até 2028.
“O campeonato do ano que vem vai ser lá no gramado novo, com o investimento do Estado, para poder viabilizar o uso, mas não é isso que nós queremos. Não é esse o projeto final. Esse é o projeto inicial. Colocar o futebol para rodar dentro do Morenão é muito pouco para Mato Grosso do Sul nesse momento”, afirma o governador do estado, Eduardo Riedel.
Projeções para a reforma do estádio
De acordo com o presidente da Federação de Futebol de MS (FFMS), Estevão Petrállas, a entidade ficou responsável pelas reformas no gramado, nos vestiários e nos bancos de reserva. Contudo, para dar andamento ao protocolo, a entidade contará com recursos garantidos pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud.
A princípio, Petrállas confirmou que a final da Série B do estadual, prevista para ocorrer no final de julho, pode ter como palco o Morenão. Por outro lado, entre setembro e novembro de 2026, ocorrerá a Copa Mato Grosso do Sul, competição que estreia este ano. Em resumo, o intuito é que os clubes de Campo Grande possam atuar no estádio, que conta com capacidade para cerca de 40 mil pessoas.


