Em vigor desde o dia 6 de setembro de 2025, o Horário de Verão no Chile decretou o adiantamento nos relógios em uma hora. A medida estará em evidência até abril de 2026, quando a nação sul-americana retornará à escala tradicional conhecida pelos habitantes. Durante esse intervalo, o país adotará o fuso UTC-3, o mesmo de Brasília.
Na prática, o nivelamento dos horários descarta a diferença entre os dois países sul-americanos nos meses de primavera e verão. Por consequência da mudança de curso, o pôr do sol ocorre mais tarde, especialmente entre dezembro e fevereiro, época de alta temporada turística. Em contrapartida, algumas cidades são favorecidas com a luminosidade se estendendo até depois das 21h.
A título de curiosidade, o Chile consagra-se como o principal país do continente a manter os relógios adiantados de forma contínua. Isso porque o Brasil descartou o mecanismo no ano de 2019, levantando questionamentos por parte de algumas pessoas. No mais, as autoridades chilenas afirmam que a medida garante a previsibilidade para trabalhadores, estudantes e empresas.
Por sua vez, é imprescindível destacar que o Horário de Verão não é instituído em todo o território chileno. Em síntese, regiões como Magallanes e Aysén seguem com horário fixo ao longo do ano, tendo em vista suas características geográficas e a grande variação na duração do dia. Assim, os moradores não são impactados com a mudança na rotina.
E como fica o Horário de Verão no Brasil?
Embora haja pressão para que a medida volte a fazer parte do cronograma dos brasileiros, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que o Governo Federal não possui interesse algum. Na análise do Estado, a mudança nos hábitos de consumo de energia da população fez com que o pico de consumo, que antes acontecia no início da noite, passasse a ocorrer ao final da tarde.
Portanto, a economia de energia com mais uma hora de luz natural perdeu seus benefícios. “Estamos absolutamente seguros de que não precisamos do horário de verão neste ano. Nós teríamos a coragem de implementar, caso necessário”, disse Silveira, descartando qualquer chance de o mecanismo voltar ao cronograma nacional.





