Em meio à alta do custo de vida e à necessidade de ampliar a rede de proteção social, o Governo Federal iniciou em 2026 a liberação de um novo benefício para inscritos no Cadastro Único, o CadÚnico. A medida, que reforça programas como o Bolsa Família, já alcança milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade e aposta em um formato mais direto para garantir o acesso a itens essenciais.
Desde janeiro, a iniciativa atende cerca de 15 milhões de lares em todo o país, beneficiando aproximadamente 9,4 milhões de famílias de baixa renda. A principal mudança está na forma de concessão: em vez do repasse em dinheiro, o auxílio é direcionado para cobrir necessidades específicas, o que aumenta a efetividade do programa e reduz o risco de uso inadequado dos recursos.
Para viabilizar a execução ao longo de 2026, o governo destinou um investimento inicial de R$ 957,2 milhões. O montante garante a continuidade da política pública e permite a expansão em todas as regiões do Brasil, com prioridade em áreas com maior concentração de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Programa social será somado ao Bolsa Família em 2026
A distribuição dos recursos ocorre de forma proporcional à demanda de cada estado. Em São Paulo, por exemplo, cerca de R$ 120 milhões foram aplicados, contemplando cerca de 1,19 milhão de residências. O impacto é sentido diretamente no orçamento doméstico, com redução de despesas básicas e estímulo à economia local.
Além de exigir inscrição no CadÚnico e renda per capita de até meio salário mínimo, o programa prioriza famílias chefiadas por mulheres. A expectativa é de crescimento ao longo do ano, com destaque para o fortalecimento do Programa Gás do Povo no segundo semestre, ampliando o acesso ao gás de cozinha e consolidando a iniciativa como uma importante ferramenta de apoio social no país.





